Dados divulgados pelo Atlas da Violência 2026 mostram que o Acre registrou uma importante redução nos índices de homicídios de mulheres negras nos últimos anos. Em 2024, a taxa ficou em 3,0 mortes para cada 100 mil habitantes, número significativamente menor que o registrado em 2018, quando o estado alcançou o maior índice da série histórica.
A queda observada demonstra avanços no enfrentamento da violência letal contra mulheres, especialmente entre a população negra. Apenas entre 2023 e 2024, a redução foi superior a 30%, colocando o Acre entre os estados que apresentaram os melhores resultados no período.
Apesar do recuo nos indicadores, o levantamento revela que as mulheres negras continuam sendo as principais vítimas da violência letal no estado. Em 2024, foram registrados 10 homicídios de mulheres negras, número cinco vezes maior que o de mulheres não negras.
O estudo destaca que essa realidade não é exclusiva do Acre e reflete uma tendência observada em diversas regiões do país. Especialistas apontam que fatores sociais, econômicos e históricos contribuem para a maior vulnerabilidade dessa parcela da população.
Produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Atlas da Violência reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e à redução das desigualdades que ainda impactam diretamente os índices de violência no Brasil.



