Início / Versão completa
Acre

“Bolívia e Peru agora produzem maconha, Skunk e a entrada no Brasil é pelo Acre”, diz Sejusp

Por Redação Juruá 24 horas 08/06/2026 09:02 Atualizado em 08/06/2026 09:02
Publicidade

O Acre tem mais de 2 mil quilômetros de fronteira com a Bolívia e o Peru, dois países que antes produziam só cocaína e agora também produzem a maconha do tipo Skunk. E uma das principais entradas da droga no Brasil, segundo a Secretaria de Segurança Pública ( Sejusp), é o Acre.

Publicidade

De janeiro até maio de 2026, o Grupo Especial de Fronteira ( Gefron), ligado à Sejusp, aprendeu quase duas toneladas de drogas no Acre. A maior parte dos 1.687 quilos é de maconha do tipo skunk. Do Estado segundo o coordenador do Gefron, coronel Assis,a droga é distribuída para todo o Brasil. Ele afirma que a logística de produção das drogas foi determinante nessa nova configuração.

“A Bolívia e o Peru então produzindo maconha. As nossas grandes apreensões até agora foram na fronteira com os dois países. A do Peru entra pelo Vale do Juruá. O que vem da Bolívia a principal rota é por Brasíleia, Epitaciolândia e Plácido de Castro. A maconha é mais fácil de produzir. Para produzir a coca é necessário muito material químico e a maconha é só prensar”, cita o militar.

Ele afirma que esse novo movimento começou há cerca de 3 a 4 anos, o que é acompanhado pelas Agências de Segurança . “Estamos acompanhando essas mudanças. As agências de inteligência estão nos passando informações”, pontua o comandante, destacando o aumento de apreensões de drogas neste período.

Publicidade

“O aumento nas apreensões foi de de 128% de agosto de 2024 pra maio de 2026. É isso graças à integração com agências de inteligência, principalmente a Polícia Federal/DRE, a capacitação dos operadores, à ampla divulgação do numero de disk denúncia. Também temos ampliado nossas ações para todas as cinco micro regiões, temos bases operacionais em três delas: no Baixo Acre , em Senador Guiomard, no Alto Acre , em Epitaciolandia e no Juruá, em Cruzeiro do Sul, além da criação do núcleo de apoio as operações e monitoramento de rotas”, pontua ele citando que as medidas resultaram também na redução de outros crimes.

“Conseguimos a redução de 90 % de veículos que eram roubados ou furtados e levados para a Bolívia. Esse ano já ultrapassamos os números de apreensões de todos anos anteriores”, concluiu.

Investimentos

Além da capacitação das tropas, a tecnologia tem sido aliada das forças de segurança do Acre. Aviões e helicópteros são usados em operações policiais. Há também drones termais, embarcações de grande potência e dois Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT

O secretário de Justiça e Segurança Pública, Américo Gaia, cita que os equipamentos são empregados em atividades operacionais, ações de patrulhamento de rotina e trabalhos de inteligência, especialmente na faixa de fronteira, onde há necessidade de combate a ilícitos transnacionais. Um VANT fica em Rio Branco e outro em Cruzeiro do Sul.

“É uma aeronave de vídeo monitoramento com uma autonomia de até 12 horas de voo e até 1.200 quilômetros. Tem câmeras que podem visualizar pequenas embarcações, pequenas residências, pequenos movimentos. Isso serve para a gente monitorar tanto a fronteira, combate a crimes ambientais, de uma forma geral, ou outras atividades que forem necessárias”, concluiu.

Por Ac24horas 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.