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Acre

Fenômeno que derrubou ponte devastou área de 16 mil m² ao redor, diz construtora

Por Redação Juruá 24 horas 08/06/2026 14:38 Atualizado em 08/06/2026 14:39
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A Construtora Cidade afirmou que o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, pode estar relacionado a um processo de instabilidade do solo que atingiu uma área de aproximadamente 16 mil metros quadrados no entorno da estrutura.

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A informação consta em nota oficial divulgada pela empresa após o colapso da ponte, ocorrido na última sexta-feira (5). Segundo a construtora, levantamentos preliminares realizados por equipes técnicas identificaram movimentações significativas do terreno em uma área muito maior do que a própria ponte, alcançando inclusive regiões adjacentes do bairro localizado nas proximidades.Descobrir maisResultados de LoteriasNotícias de EsportesNotícias de Polícia

De acordo com a empresa, os primeiros sinais foram observados cerca de uma semana antes do desabamento.

“Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades”, informou a construtora.

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Na nota, a empresa relata que as equipes passaram a monitorar o local após o surgimento de sinais de instabilidade no terreno.

Segundo a construtora, foram identificadas rachaduras, deslocamentos de solo e desníveis em diferentes pontos da região onde a ponte estava implantada. A evolução desses problemas teria ocorrido de forma acelerada nos dias que antecederam o desabamento.

Diante do cenário, a empresa afirma ter mobilizado especialistas das áreas de engenharia estrutural, fundações e topografia para avaliar a situação.

Recomendação de interdição

A Construtora Cidade também informou que encaminhou ao Deracre, na quinta-feira (4), por volta das 13h, uma recomendação formal para a interdição total da ponte, incluindo a passagem de pedestres.

Segundo a empresa, a medida foi sugerida após a identificação dos riscos apontados pelas equipes técnicas que acompanhavam o caso.

A Ponte Frei Paolino já havia sido interditada nos dias anteriores ao desabamento em razão do avanço das rachaduras e da movimentação do terreno observada nas cabeceiras da estrutura.

A nota sustenta que as avaliações preliminares apontam indícios de um fenômeno geotécnico conhecido na Amazônia como “terras caídas”.

Segundo a construtora, o processo é caracterizado pela movimentação de grandes massas de solo provocada por erosão e pelas oscilações naturais do nível dos rios.

“A ocorrência do fenômeno natural, extraordinário e imprevisível de ‘terras caídas’ pode, dependendo da dimensão, ocasionar a ruptura da estrutura de obras viárias, como o ocorrido na Ponte Frei Paolino Baldassari”, afirma a empresa.

A construtora destacou que as conclusões ainda são preliminares e que estudos complementares estão em andamento com especialistas das áreas de geotecnia, hidrologia, fundações, estruturas e topografia.

No comunicado, a Construtora Cidade também afirma que a Ponte Frei Paolino foi construída seguindo as normas técnicas de engenharia e que a obra foi recebida oficialmente pelo Deracre no fim de 2023.

Segundo a empresa, não havia registros anteriores de anomalias estruturais que indicassem risco à estabilidade da ponte durante o período em que permaneceu em operação.

O desabamento da estrutura é alvo de investigação e os laudos técnicos deverão apontar as causas do colapso. Enquanto isso, o local segue interditado e sob monitoramento dos órgãos responsáveis.

contilnet

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