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Acre

Recém-nascida do AC é transferida para cirurgia de alta complexidade em SP

Por Redação Juruá 24 horas 07/06/2026 10:59 Atualizado em 07/06/2026 11:00
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A recém-nascida Ana Maria da Silva, natural de Sena Madureira, foi transferida na noite deste sábado (6) para São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, onde será submetida a uma cirurgia cardíaca de alta complexidade. A bebê foi diagnosticada com uma cardiopatia congênita grave, uma malformação no coração que exige intervenção cirúrgica especializada e urgente para garantir sua sobrevivência.

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Segundo a Agência de Notícias, a transferência foi viabilizada pelo Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), com atuação do Complexo Regulador Estadual, da Central de Urgência e Emergência e do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

A criança estava internada na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, após ser encaminhada do município de Sena Madureira. O transporte foi realizado em uma UTI aérea equipada para oferecer suporte intensivo durante todo o trajeto, acompanhada por equipe especializada e por seu pai, Roberto Pereira da Silva.

Tratamento será realizado em centro de referência

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Ana Maria foi encaminhada ao Hospital de Base de São José do Rio Preto e ao Hospital da Criança e Maternidade, onde funciona o CardioPedBrasil, centro especializado em cardiologia pediátrica reconhecido nacionalmente e considerado referência na América Latina em procedimentos cardíacos de alta complexidade.

Segundo o médico pediatra, cardiologista pediátrico e intensivista pediátrico Ricardo Batista Ribera, a condição da recém-nascida exigia uma resposta rápida. “Trata-se de uma paciente com cardiopatia congênita grave que necessita de cirurgia imediata para sobreviver. É um procedimento de alta complexidade que ainda não é realizado no Acre, tornando a transferência urgente”, explicou.

O médico destacou ainda que a vaga foi articulada por meio do Sistema Nacional de Alta Complexidade, enquanto a Sesacre ficou responsável por toda a logística necessária para garantir o transporte seguro da paciente.

Mobilização envolve dezenas de profissionais

A operação de transferência mobilizou uma ampla rede de profissionais da saúde e da aviação. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos, reguladores, pilotos e equipes administrativas atuaram de forma integrada para garantir que a criança chegasse ao destino em condições adequadas.

“Essas transferências dependem de muitos profissionais. Existe toda uma cadeia de assistência que precisa ser valorizada. São equipes inteiras trabalhando para que a criança chegue ao destino com as melhores condições possíveis”, ressaltou Ricardo Ribera.

Luta pela vida começou nos primeiros dias

A coordenadora da Unidade Neonatal da Maternidade Bárbara Heliodora, médica pediatra e neonatologista Maria do Socorro Avelino, acompanha o caso desde a chegada da bebê à capital acreana.

Segundo ela, Ana Maria foi transferida de Sena Madureira para Rio Branco aos 12 dias de vida, já com suspeita da doença cardíaca.

“Quando o diagnóstico acontece após o nascimento, existe todo um trabalho de estabilização. Precisamos manter a criança nas melhores condições possíveis para que ela consiga viajar e suportar uma cirurgia de grande porte”, explicou.

A médica destacou que o procedimento exige uma estrutura altamente especializada. “Ela possui uma anomalia importante no coração e precisará de circulação extracorpórea durante a cirurgia. Esse tipo de procedimento não é realizado atualmente em Rio Branco, por isso o encaminhamento para um grande centro especializado é fundamental”, afirmou.

Família agradece apoio recebido

Pai da recém-nascida, o pedreiro Roberto Pereira da Silva relatou que percebeu os primeiros sinais de que algo estava errado durante um banho da filha. “Ela começou a ficar roxinha e sem conseguir reagir. Trouxe imediatamente para atendimento, confiando primeiramente em Deus”, contou.

Agora, acompanhando a filha na viagem para São Paulo, Roberto agradeceu o apoio recebido das equipes de saúde. “Eu agradeço muito a Deus e a toda essa grande família que me ajudou. Fui recebido muito bem. Só tenho a agradecer a todas as pessoas que contribuíram para ajudar minha filha”, declarou.

O caso de Ana Maria reforça a importância do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), que assegura aos pacientes acreanos acesso a procedimentos e tratamentos indisponíveis no estado.

Em um território marcado pelas grandes distâncias e desafios logísticos da Amazônia, o programa tem sido fundamental para garantir que pacientes com necessidades de alta complexidade recebam atendimento especializado em centros de referência do país.

Por Ac24horas 

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