A situação da UBS fluvial de Rodrigues Alves, localizada na comunidade Agrovila do Muju, está se agravando devido ao aumento do nível do Rio Juruá. Desde sábado, 7, até quinta-feira, 12, o nível do rio subiu aproximadamente dois metros. Apesar das situações adversas, a equipe da prefeitura trabalha em conjunto com o Corpo de Bombeiros, e a expectativa é que ainda hoje consigam reflutuar completamente a embarcação.
Na tarde do último sábado, 7, a Unidade Básica de Saúde (UBS) fluvial amanheceu parcialmente submersa, o que preocupou moradores e autoridades. O Corpo de Bombeiros foi acionado e se direcionou com equipes de mergulhadores e os equipamentos necessários para a comunidade do Muju, e em parceria com a prefeitura, ainda estão trabalhando para fazer a embarcação flutuar.
O Capitão Josadac Cavalcante, comandante do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, afirma que apesar de ser um trabalho lento e delicado, que exige muito esforço e atenção das equipes, a expectativa é que consigam içar o barco na tarde de hoje, quinta-feira, 7.
“A embarcação é muito pesada, então isso exige muito esforço, os cabos de aço às vezes não suportam o peso e acabam se rompendo, é necessário os mergulhadores voltarem a mergulhar para fazer ancoragem novamente, e esse trabalho vai sendo realizado de forma bem lenta. […] Mas os trabalhos continuam, e a expectativa é que hoje, no final da tarde, eles consigam reflutuar totalmente a embarcação”, afirma.
O comandante ressaltou também o trabalho perigoso, porém efetivo, dos mergulhadores para poder içar o barco e fazer com que flutue novamente, tendo que adentrar dentro da embarcação naufragada. “É um trabalho bem cauteloso, os mergulhadores precisam analisar a planta na embarcação para não ter riscos de acidente durante os trabalhos, até mesmo em fixar um cabo no local inadequado e danificar mais ainda a embarcação ou causar outro tipo de acidente”, descreve.
O aumento do nível do Rio Juruá, de maneira rápida, acaba dificultando o trabalho das equipes. Com isso, é necessário reposicionar os equipamentos, como a draga e as mangueiras, que retiram a água da UBS. “Então, o nível do rio subindo acaba complicando um pouco, porque a embarcação ainda está com o casco no fundo, então ela não consegue subir junto com o nível do rio”, explica o capitão Josadac.
Além do aumento do rio dificultar a retirada da UBS, os materiais e mobiliário dentro da embarcação acabam sofrendo prejuízo. “A estrutura do casco, do convés da embarcação, é toda metálica, então a gente está trabalhando no sentido de danificar o mínimo possível […] contudo a parte interna do mobiliário da embarcação já não são materiais metálicos e acabam sendo comprometidos com o avanço da água que vai subindo.”
“Os mergulhadores têm dedicado esforços para ajudar a equipe da prefeitura que estão trabalhando no local, para o mais rápido possível colocar a embarcação de volta flutuando, porque isso tanto garante menos prejuízo quanto a celeridade no retorno do atendimento daquela para a população que precisa do atendimento dessa UBS”, conclui o comandante do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, capitão Josadac Cavalcante.
Redação Juruá24horas