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Acre

Médico alerta população de Cruzeiro do Sul para surto de Coxsackie, doença conhecida também como mão-pé-boca.

Por Agência Xadrez 21/11/2021 21:20
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Mais uma vez o médico pediatra Rondney Brito, que trabalha no hospital regional do Juruá utilizou as redes socais para alertar os pais quanto a um novo surto de Coxsackie Vírus.

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A doença é conhecida também como mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês) é uma enfermidade contagiosa causada pelo vнrus Coxsackie da família dos enterovirus. Eles habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

Na sua postagem o médico diz que não está conseguindo atender a demanda. “Infelizmente não consigo atender todas as crianças acometidas no momento por isso faço este alerta”, escreveu o pediatra.

Em seguida Rondney elenca vários pontos que precisam ser observado.

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– Exantema viral causado pelo Coxsackie A16 ou, raramente, pelo enterovírus 71.

– Apresenta alta contagiosidade e a transmissão pode ser por via fecal-oral, respiratória e, também, pelo contato com o líquido das vesículas.

– O pródromo é breve, com febre baixa, inapetência(falta de apetite). Pode haver vômito e diarreia.

– As lesões caracterizam-se por erosões na cavidade oral, nas palmas e planta do pés.

– A maioria dos casos tem evolução benigna e autolimitada, com involução das lesões, em torno de 7 há 14 dias.

Tratamento : 

-Estímulo à ingesta hídrica: Pode-se optar por líquidos frios ou gelados para alívio local e melhor aceitação.

Analgésicos, como paracetamol ou dipirona, e anti-inflamatórios, como profenid, para o alívio da dor e do desconforto causado pela febre e pelas lesões orais são bem indicados.

Antialérgicos como alegra é hidroxizina para prurido(coçeira)

Atenção para complicações como meningite ou encefalite, miocardite, paralisia flácida aguda e pancreatite.

Indicações de internação ou condução a atendimentos médicos: 

-Criança que não consegue aceitar líquidos por via oral e complicações cardiovasculares ou neurológicas.

–  Pode ser importante o afastamento da criança do ambiente de creche ou escola, principalmente aquela que estiver febril ou que não estiver bem para participar das atividades escolares. O distanciamento da criança da escola não previne a disseminação da doença, uma vez que o vírus pode se propagar em crianças que não estão apresentando sintomas.

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