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Acre

Empresa de diagnóstico por imagem é condenada por assédio moral e discriminação no Acre

Por Redação Juruá 24 horas 22/11/2023 14:50 Atualizado em 22/11/2023 14:50
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Uma empresa de serviços de diagnóstico por imagem, localizada em Rio Branco, foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 100 mil de indenização por dano moral coletivo e a cumprir uma série de obrigações para combater o assédio moral e a discriminação no ambiente de trabalho. A decisão foi proferida pela juíza Gisele de Fatima Zanette Sarro Soares, da 2ª Vara do Trabalho de Rio Branco, em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

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Segundo o MPT, a empresa impunha regras excessivas quanto ao uso das vestimentas, tratamento discriminatório e normas invasivas e arraigadas de sexismo, racismo e gordofobia, que afetavam a saúde psíquica dos trabalhadores. A ação foi baseada em uma denúncia de uma ex-funcionária, que relatou ter sofrido humilhações e constrangimentos por parte dos proprietários e gestores da empresa.

Entre as obrigações impostas à empresa, estão:

Em caso de descumprimento de qualquer das obrigações, a empresa terá que pagar multa diária de R$ 20 mil para cada obrigação que não cumprir, acrescida de R$ 3 mil por trabalhador encontrado em situação irregular.

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A juíza Gisele de Fatima Zanette Sarro Soares acolheu os argumentos do MPT, representado pelo procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves, do 3º Ofício da Procuradoria do Trabalho no Município de Rio Branco, e considerou que a empresa violou os direitos fundamentais dos trabalhadores, como a dignidade da pessoa humana, a igualdade, a não discriminação, a saúde e a segurança no trabalho.

“A conduta da ré, ao impor regras excessivas quanto ao uso das vestimentas, tratamento discriminatório e imposição de normas invasivas e arraigadas de sexismo, racismo e gordofobia, ocasiona sérios riscos à saúde psíquica dos trabalhadores, podendo gerar quadros de ansiedade, depressão, estresse, baixa autoestima, entre outros transtornos mentais”, afirmou a magistrada na sentença.

A empresa ainda pode recorrer da decisão.

juruá24horas

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