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Acre

Mais de 8 mil pessoas passaram pelo Festival Atsa Puyanawa em Mâncio Lima 

Por Redação Juruá 24 horas 24/07/2025 11:52 Atualizado em 24/07/2025 11:52
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A 7ª Edição do Festival Atsa Puyanawa, realizada entre os dias 18 e 23 de julho na Terra Indígena Puyanawa, chegou ao fim com um saldo extremamente positivo: mais de 08 mil pessoas prestigiaram a celebração que homenageia a macaxeira — símbolo de sustento, tradição e espiritualidade para o povo Puyanawa. Ao longo de seis dias de festa, a programação exaltou as raízes culturais por meio de rituais, danças, gastronomia típica, uso de plantas medicinais, brincadeiras tradicionais e muita caiçuma. A mandioca, ou “atsa”, foi o fio condutor das atividades, reforçando seu papel como base alimentar e econômica da comunidade.

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O prefeito Zé Luiz destacou a importância do festival para o fortalecimento do etnoturismo e para a inclusão da cidade no cenário nacional de eventos culturais: “Quero agradecer a cada visitante, aos nossos parceiros e, em especial, ao povo Puyanawa, por mais uma edição desse festival que já é um marco. O Atsa mostra ao Brasil e ao mundo a riqueza da nossa cultura indígena e coloca Mâncio Lima no circuito nacional do turismo, especialmente do etnoturismo, que é um segmento forte e muito importante em nossa cidade. Reafirmamos nosso compromisso com as populações tradicionais e com o desenvolvimento sustentável baseado no respeito às nossas raízes”, afirmou o gestor.

Dois circuitos esportivos tradicionais marcaram o evento: o Ewete Pindu (Ninho do Beija-flor), com provas como raspagem de macaxeira, canoagem, pescaria com manga e armar e desarmar rede; e o Karikari Iãta, com corrida de toras de madeira, arremesso de lança, corrida do sapo (puya), arco e flecha, além da aguardada “luta de sapo”, que empolgou o público. A Casa de Pinturas foi um dos espaços mais visitados do festival, realizando mais de 2 mil pinturas corporais com grafismos inspirados na fauna e na simbologia Puyanawa — como a jiboia (força e resistência), o beija-flor (beleza) e o jabuti (proteção).

Durante o encerramento, o cacique Joel Puyanawa celebrou o sucesso do festival, destacando o evento como um espaço de afirmação dos direitos indígenas, fomento ao etnoturismo e diálogo com o poder público. “Como cacique desse povo me sinto feliz por esse festival ter alcançado as expectativas. Em média, oito mil pessoas passaram por aqui, entre visitantes, turistas estrangeiros, autoridades e apreciadores. Nosso espaço é mais que uma vitrine cultural — é um território de resistência, de parcerias e integração”, declarou.

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O belga Laurent Van Eesbeeck, visitante assíduo do festival, reforçou o espírito de acolhimento do povo Puyanawa: “Já é minha quinta vez aqui. Cada edição é uma experiência nova, uma renovação do espírito e da alma. Aqui é família”, disse.

Presente no encerramento, o governador Gladson Cameli enalteceu o festival como um marco no calendário cultural do Acre. “Cuidar dos povos originários é cuidar das pessoas. Nosso governo reafirma o compromisso com a cultura indígena, e estar aqui é motivo de alegria e honra”, afirmou.

Com dança, espiritualidade, tradições e fortalecimento econômico, o Festival Atsa Puyanawa reafirma seu papel como uma das mais importantes celebrações etnoculturais da Amazônia, elevando a macaxeira como símbolo da vida, da fartura e da resistência de um povo orgulhoso de sua história e cultura.

Além de fortalecer a cultura e a identidade do povo Puyanawa, a 7ª edição do Festival Atsa também impulsionou significativamente a economia local. Somente nas malocas montadas para comercialização de comidas típicas, bebidas tradicionais e artesanato indígena, a movimentação financeira ultrapassou os R$ 90 mil durante os seis dias de evento.

A renda gerada diretamente nas malocas contribuiu para o fortalecimento da autonomia das famílias indígenas, valorizando os saberes tradicionais e promovendo o empreendedorismo local. O festival mostrou que cultura e economia caminham juntas, gerando oportunidades, renda e orgulho para as populações tradicionais.

Por Ac24horas 

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