Início / Versão completa
Acre

Casos de estupro de vulnerável crescem mais de 500% no Acre em uma década

Por Redação Juruá 24 horas 30/01/2026 14:19 Atualizado em 30/01/2026 14:19
Publicidade

Os registros de estupro de vulnerável no Acre apresentaram um crescimento expressivo nos últimos anos, revelando uma escalada preocupante da violência sexual contra crianças e adolescentes no estado. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp Infoseg) apontam que o número de vítimas aumentou 527,47% entre 2015 e 2025.

Publicidade

Em 2015, o Acre registrou 91 vítimas desse tipo de crime. Após oscilações nos anos seguintes, os números passaram a crescer de forma consistente a partir de 2018, quando foram contabilizados 307 casos. Em 2019, os registros subiram para 350, avançando para 403 em 2020 e chegando a 582 vítimas em 2021, até então o maior patamar da série histórica.

Em 2022, houve uma leve redução, com 539 registros, mas a tendência de alta voltou a se confirmar em 2023, com 552 vítimas, alcançando o pico em 2024, quando foram registradas 697 ocorrências. Já em 2025, mesmo com dados ainda em fase de consolidação, o estado soma 571 vítimas, mantendo um patamar elevado e confirmando o crescimento sustentado ao longo da última década.

Ao todo, o painel do Sinesp Infoseg contabiliza 4.269 vítimas de estupro de vulnerável no período analisado, o que representa, na prática, uma média de um registro por dia no Acre. A taxa registrada em 2025 é de 64,57 casos por 100 mil habitantes.

Publicidade

O recorte por sexo das vítimas evidencia que a violência atinge majoritariamente meninas. Do total de registros, 3.063 vítimas são do sexo feminino, enquanto 1.159 são do sexo masculino. Em 47 casos, o sexo não foi informado.

A distribuição geográfica dos registros também chama atenção. Rio Branco concentra o maior número de notificações, o que reflete tanto o tamanho da população quanto a maior estrutura de registro e investigação. No entanto, os dados indicam ocorrências em diversos municípios do estado, inclusive de pequeno porte, reforçando que o problema está disseminado em todo o território acreano.

Outro ponto destacado no levantamento é o elevado número de registros classificados como “Não se aplica / Não informado”, o que aponta fragilidades no preenchimento das informações e pode mascarar a real dimensão e distribuição territorial dos casos.

Os números reforçam a gravidade do cenário e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.