Início / Versão completa
Notícias

Semana Santa: padre explica tradições, significado do Tríduo Pascal e reforça importância da fé além dos costumes em Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá 24 horas 31/03/2026 10:58 Atualizado em 31/03/2026 10:58
Publicidade

Com a chegada da Semana Santa, muitas famílias de Cruzeiro do Sul mantêm vivas tradições que atravessam gerações, marcando este período com respeito, silêncio e reflexão. Segundo o pároco Francisco Melo, esses costumes populares têm grande valor cultural e religioso, mesmo que nem todos estejam diretamente previstos nas orientações oficiais da Igreja.

Publicidade

De acordo com o padre, a Quinta-Feira Santa é, na essência, um dia de celebração para os católicos, pois relembra a instituição da Eucaristia e do sacerdócio. No entanto, é comum que, por tradição, muitas famílias já iniciem um período de recolhimento, evitando festas, reduzindo conversas e adotando comportamentos mais introspectivos como forma de respeito à Paixão de Cristo.

“Tudo isso demonstra a reverência do povo por esses dias tão importantes. São tradições válidas, que fazem parte da nossa cultura”, destacou.

A partir da celebração da Quinta-Feira Santa, com o rito do Lava-Pés, inicia-se o Tríduo Pascal — considerado o ponto alto da fé cristã. Na sequência, a Sexta-Feira Santa é marcada pela meditação da paixão e morte de Jesus, com celebrações específicas, como a Via Sacra e o ato litúrgico das 15h, que relembra a crucificação.

Publicidade

O Sábado Santo, por sua vez, é reservado ao silêncio e à reflexão. À noite, ocorre a Vigília Pascal, celebração que simboliza a esperança e a ressurreição, encerrando o período de luto e preparando os fiéis para a Páscoa.

O padre também comentou sobre práticas tradicionais como evitar o consumo de carne vermelha durante a Semana Santa. Segundo ele, a Igreja orienta o jejum e a abstinência especialmente na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa. No entanto, muitas famílias ampliam esse costume por devoção.

Apesar disso, ele faz um alerta para que a vivência da fé vá além dos costumes externos. “Mais importante do que aquilo que se come é o que está no coração. A vivência da Semana Santa precisa ser de fato um momento de conversão, de reflexão e de mudança de vida”, ressaltou.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.