Início / Versão completa
Acre

ECA Digital entra em debate no Acre com foco na proteção de crianças e adolescentes na internet

Por Redação Juruá 24 horas 14/04/2026 12:07 Atualizado em 14/04/2026 12:07
Publicidade

A implantação do chamado ECA Digital foi tema de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nessa segunda-feira, 13, reunindo representantes do Ministério Público, sistema de Justiça, conselhos tutelares e sociedade civil para discutir os impactos da tecnologia na proteção de crianças e adolescentes.

Publicidade

A proposta está baseada na Lei nº 15.211/2025, em vigor desde 17 de março, e prevê a ampliação do uso de ferramentas digitais para garantir direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entre os principais pontos estão a integração de dados entre órgãos da rede de proteção, maior acesso às informações e mais agilidade no atendimento de demandas.

O encontro foi conduzido pelo deputado Eduardo Ribeiro, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Aleac, e teve como objetivo alinhar a atuação das instituições diante dos desafios impostos pelo ambiente digital.

Uso de internet e exposição

Publicidade

Durante a audiência, foram apresentados dados sobre o uso de tecnologia por crianças e adolescentes no país. Segundo o promotor de Justiça Iverson Bueno, o Brasil está entre os países com maior tempo de conexão diária, com média superior a nove horas por dia na internet.

No caso das redes sociais, o tempo médio ultrapassa três horas diárias, o que, segundo ele, amplia o nível de exposição desse público. Dados também indicam que 93% das pessoas entre 9 e 17 anos utilizam a internet, e muitas têm o primeiro contato com o ambiente digital ainda antes dos seis anos de idade.

Impactos no desenvolvimento

O debate também abordou efeitos do uso excessivo de telas no desenvolvimento infantil. Entre os pontos citados estão a redução do tempo de sono, alterações na produção de melatonina e possíveis prejuízos no desenvolvimento cognitivo e na linguagem.

Estudos mencionados durante a audiência indicam ainda que a exposição prolongada pode provocar alterações no funcionamento cerebral, com impactos na capacidade de aprendizagem, raciocínio e interação social.

Integração da rede de proteção

A proposta do ECA Digital busca justamente adaptar a atuação das instituições a esse novo cenário, com maior integração entre os órgãos e uso de tecnologia para acompanhamento de casos e proteção de direitos.

A avaliação apresentada durante o encontro é de que o avanço do ambiente digital exige respostas mais coordenadas das instituições responsáveis pela proteção da infância e adolescência.

A programação também contou com apresentações culturais e a participação de crianças e adolescentes em projetos sociais ligados à área, além de iniciativas voltadas à aproximação do público jovem com o sistema de Justiça.

Por A Gazeta do Acre 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.