O Ministério da Saúde vai paralisar temporariamente a vacinação contra a dengue, de maneira preventiva, com o imunizante do Instituto Butantã. O motivo são 42 casos de reações severas.
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) afirmou durante uma coletiva de imprensa, em Brasília, que duas mortes poderiam também estar relacionadas à vacina estão em investigação.
— Muitas vezes na área da saúde a precaução é a melhor medida. Em função disso nós estamos tomando uma decisão hoje, que será comunicada ainda hoje de descontinuar a atual estratégia de uso da vacina no Butantan — afirmou o ministro
O anúncio foi feito com participação de representantes da pasta e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Atualmente, a vacina contra a dengue já faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante foi incorporado à rede pública no fim de 2023, e a vacinação começou em fevereiro de 2024, inicialmente em municípios considerados prioritários devido à alta incidência da doença e à disponibilidade limitada de doses.
O Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer uma vacina contra a dengue em um sistema público universal de saúde. Desde a incorporação do imunizante, o Ministério da Saúde tem ampliado gradualmente a estratégia de vacinação conforme a disponibilidade de doses.
A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e continua sendo uma das principais arboviroses do país. Além da vacinação, autoridades de saúde reforçam que o combate aos criadouros do mosquito permanece como a principal medida de prevenção.
Por O Globo
