O cooperativismo tem ganhado força no Alto Acre e se consolidado como uma importante alternativa de geração de renda para famílias que vivem do extrativismo e da agricultura familiar. Nos últimos anos, cooperativas da região registraram crescimento de 250%, impulsionando a comercialização de produtos florestais e fortalecendo a economia local.
Apesar dos avanços, lideranças do setor alertam que o desenvolvimento sustentável da região ainda depende de mais investimentos públicos. Entre as principais demandas estão melhorias na infraestrutura, acesso a crédito, assistência técnica e apoio à industrialização da produção, fatores considerados essenciais para ampliar a competitividade das cooperativas.
Representantes do cooperativismo destacam que o modelo tem contribuído para manter a floresta em pé, ao oferecer alternativas econômicas sustentáveis para comunidades rurais. A organização coletiva permite agregar valor à produção, ampliar mercados e melhorar a renda dos cooperados.
A avaliação é que, sem políticas públicas permanentes e investimentos estruturantes, o crescimento registrado nos últimos anos pode não ser suficiente para garantir a continuidade dos projetos de desenvolvimento sustentável na região. O setor defende uma maior integração entre governos, cooperativas e iniciativa privada para fortalecer a bioeconomia e ampliar as oportunidades para quem vive da floresta.

