O caso da morte de Adriano Ferreira da Silva, assassinado, na madrugada desta sexta-feira, 28, por detentos após ter supostamente estuprado uma menina com Transtorno do Espectro Autista (TEA),está longe de acabar. Isto porque o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou uma notícia de fato para averiguar as circunstâncias da morte.
Adriano foi detido após ser pego, em flagrante, estuprando a garota no Parque de Exposições Wildy Viana. Eles foram encontrados pela irmã da menina ainda nus.
Segundo o MPAC, o promotor de Justiça Rodrigo Curti determinou a junção aos autos de eventuais documentos e arquivos de mídia relacionados ao fato, além da realização de diligências, requerimento de perícias, oitivas de testemunhas e demais procedimentos cabíveis. Além disso, foi expedido um ofício à direção do Presídio e do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) solicitando informações sobre as providências adotadas.
Ainda nesta sexta-feira, o governo se manifestou em relação à morte de Adriano. Segundo o presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Marcos Frank Costa, Adriano deu entrada no Complexo Penitenciário de Rio Branco ainda na tarde desta quinta-feira, 27, e, em seguida, encaminhado ao pavilhão considerado seguro para pessoas que cometeram crimes de natureza sexual.
“Na parte da noite, um dos nossos policiais visualizou que um preso agredia a pessoa que foi conduzida [Adriano] e, imediatamente, realizou a intervenção. O preso foi encaminhado ao Pronto-Socorro da capital e veio à óbito ainda na noite de ontem [quinta-feira, 27]”, disse o presidente.
Por A Gazeta do Acre