A cheia do Rio Juruá, que já deixou mais de 30 famílias desabrigadas em Cruzeiro do Sul, também tem transformado a rotina dos moradores das áreas alagadas. Para muitos, o momento não é apenas de desafios, mas também de oportunidades: a pesca tornou-se uma alternativa para garantir o alimento e até mesmo um momento de descontração.
Às margens do rio, dezenas de moradores se reúnem diariamente para lançar suas tarrafas e malhadeiras, em busca dos peixes que chegam com a enchente. Foi o caso de Amarilho da Silva, de 46 anos, morador do bairro Telégrafo, que aproveitou a ocasião para pescar com amigos no ‘Porto do Abraão’.

“A gente vem pra pegar pescado, fazer um assado. Quando o rio enche, os peixes aparecem mais, então dá pra garantir o almoço e também se divertir um pouco”, contou Amarilho, que levou para casa mais de 3 quilos de matapiri.
Nesta segunda-feira, o nível do Rio Juruá foi registrado em 13,76 metros, apresentando uma leve redução de 3 centímetros. No entanto, a cheia ainda preocupa, com diversas famílias precisando de abrigo e assistência.

Enquanto a água não recua completamente, os moradores seguem tentando adaptar-se à realidade do período, encontrando no próprio rio uma forma de manter a tradição da pesca e, ao mesmo tempo, aliviar as dificuldades enfrentadas pela enchente.
Redação Jurua24horas