A Patrulha Maria da Penha em Cruzeiro do Sul, criada há quase três anos, tem sido uma importante aliada no combate à violência doméstica, atendendo, até o momento, cerca de 5 mil casos de agressões e abusos. Sob a liderança do comandante Janderson Gomes, a equipe tem se dedicado a oferecer um acompanhamento contínuo a mais de 100 mulheres que estão ativas no programa de proteção.

O comandante avaliou que o número expressivo de atendimentos evidencia o alto índice de violência contra a mulher no município. “Esses números demonstram que a violência contra a mulher ainda é alarmante em nossa cidade”, afirmou Janderson.
Como funciona o atendimento da Patrulha Maria da Penha?
O serviço é baseado na fiscalização da medida protetiva, que é emitida pela Vara da Mulher. A partir da emissão da medida, a Patrulha Maria da Penha começa a oferecer acompanhamento diário às vítimas, realizando visitas periódicas e rondas nas residências para garantir que o agressor não se aproxime. A frequência das visitas é ajustada conforme a situação, com especial atenção em áreas mais afastadas de Cruzeiro do Sul, onde o acesso pode ser mais difícil.
Principais formas de violência
Segundo o comandante, os casos mais recorrentes são os de violência física, que continuam a ser predominantes na cidade. No entanto, a violência psicológica também tem sido cada vez mais relatada. “Apesar de um aumento nos casos de violência psicológica, a violência física ainda é a mais comum. O atendimento psicológico é fundamental para lidar com essa situação, mas o trabalho é complexo, pois muitas vítimas têm dificuldade de acesso aos serviços”, explicou Janderson.
Desafios no atendimento
A Patrulha Maria da Penha enfrenta desafios, principalmente no que diz respeito ao acesso às vítimas em áreas mais distantes e de difícil acesso. No entanto, a equipe realiza um esforço diário para garantir que todas as mulheres atendidas recebam a devida proteção e acompanhamento.
Parceria com outros órgãos
A atuação da Patrulha Maria da Penha é realizada em estreita colaboração com outros órgãos da rede de proteção à mulher, como a Secretaria da Mulher, a Cidadania Social, e a própria prefeitura municipal. Essa parceria tem sido fundamental para proporcionar um atendimento mais eficaz às mulheres em situação de violência. “A parceria com esses órgãos é essencial para fortalecer a rede de proteção e combater o feminicídio em nossa cidade”, destacou o comandante.
Redação Juruá24horas